Uma noite fria e solitária

Era 22:00 horas, ele tinha acabado de chegar da faculdade, era uma daquelas noites frias, resolveu então pegar sua blusa de frio e caminhar até uma lanchonete mais próxima afim de comprar algo para saciar sua fome.

Os dois primeiros estabelecimentos a qual havia caminhado estava fechado, então resolveu seguir um pouco mais adiante, neste intervalo a cidade já estava dormindo, havia poucas pessoas nas ruas, e de nada lembrava o movimento que com certeza haveria no outro dia, mesmo assim conseguiu enxergar lá na frente uma lanchonete aberta, apertou o passo e ainda conseguiu pegar o lugar aberto  mesmo estando este já prestes a fechar.

Pediu um sanduiche e  um refrigerante para a viagem e depois de 10 minutos pagou o lanche e pegou seu pedido, já era pouco mais da meia noite, resolveu então pegar um atalho para chegar mais rápido em casa, a rua a qual andava estava totalmente deserta  e iluminada por apenas um pequeno raio de luz vindo de um poste, ventava muito, começou a juntar e soprar as mãos para tentar se esquentar.

De repente, ouviu um barulho saindo de 2 arbustos,  as folhas estavam se mexendo de uma forma que ele sabia que não era o vento que estava causando aquilo, olhou para trás e não havia ninguém, apenas ele.

Resolveu aperta um pouco mais o passo, e justamente nessa hora o que era só um barulho começou a tomar forma de uma pessoa, na verdade um senhor já de idade, ele havia se levantado do chão e começou a andar de um lado para o outro, sem saber que rumo tomava, ao mesmo tempo começava a gesticular palavras em um tom baixo, parecendo mais cochichos ou como se ele estivesse conversando consigo mesmo, suas roupas estava sujas e rasgadas, seus cabelos grandes, estava descalço e pelo jeito, alcoolizado.

Mais uma vez aquele jovem olhou para trás, e não havia ninguém, era apenas ele e aquele morador de rua, logo depois deu uma olhada na mão que estava segurando a sacola, e ficou se questionando se daria ou não o lanche para aquele senhor, depois de alguns minutos pensando sobre isso, apareceu um segurança noturno de bicicleta que foi de encontro ao morador de rua. O jovem vendo aquilo passou direto, afinal, com certeza (era o que ele pensava) aquele homem iria ajuda-lo, assim, como se nada tivesse acontecido, passou direto, sem olhar pra trás, sem prestar ajuda…

Chegou em casa, ligou o computador e enquanto escutava uma música gospel ele saboreava o lanche, e a  imagem do morador de rua que havia encontrado a poucos minutos atrás, já tinha se apagado totalmente de sua mente naquela noite fria e solitária…

 

Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Vinde, benditos de meu Pai! Recebei como herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo! Pois eu estava com fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber; eu era estrangeiro e me recebestes em casa; eu estava nu e me vestistes; eu estava doente e cuidastes de mim; eu estava na prisão e fostes me visitar. Então os justos lhe perguntarão: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Com sede e te demos de beber? Quando foi que te vimos como estrangeiro e te recebemos em casa, e sem roupa e te vestimos? 39Quando foi que te vimos doente ou preso e fomos te visitar? Então o Rei lhes responderá: ‘Em verdade eu vos digo que todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes! Depois o Rei dirá aos que estiverem à sua esquerda: ‘Afastai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno, preparado para o diabo e para os seus anjos. Pois eu estava com fome e não me destes de comer; eu estava com sede e não me destes de beber; eu era estrangeiro e não me recebestes em casa; eu estava nu e não me vestistes; eu estava doente e na prisão e não me fostes visitar. E responderão também eles: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome, ou com sede, como estrangeiro, ou nu, doente ou preso, e não te servimos?
Então o Rei lhes responderá: Em verdade eu vos digo: todas as vezes que não fizestes isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizestes! –
Mateus 25: 34 – 45

 

Se Somos o Corpo – Casting Crowns

Está cheio o culto hoje
Enquanto ela entra quieta tentando sumir diante dos rostos
As garotas caçoando estão indo mais longe do que imaginam
Mais longe do que imaginam
Coro:
Mas se somos o corpo
Por quê Seus braços não estão alcançando?
Por quê Suas mãos não estão curando?
Por quê Suas palavras não estão ensinando?
E se somos o corpo
Por quê Seus pés não estão indo?
Por quê Seu amor não está mostrando-lhes que há um caminho?
Há um caminho
Um viajante está muito longe do lar
Ele tira seu paletó e quietamente se abaixa na última fileira
O peso do olhar julgador deles
Diz-lhe que suas chances são melhores na estrada
Jesus pagou um preço muito alto
Para nós selecionarmos e escolhermos quem pode vir
E somos o corpo de Cristo
Jesus é o caminho
Anúncios

2 comentários sobre “Uma noite fria e solitária

  1. Fazemos isso direto cara, principalmente em grandes cidades, onde tais cenas são comuns… que Deus nos perdoe e nos ensine a sermos diferentes!

    • Infelizmente fazemos isso não só com pessoas que moram na rua, mas também com aqueles que não fazem parte do mundo ou grupinho cristão… Que Deus tenha misericórdia de nós e nos ensine a sermos bons samaritanos, pois o mundo está carente dos mesmos. Não temos feito diferença.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s