Um Lugar

Todos nós podemos sonhar com um lugar de descanso tranquilo…
Um lugar onde não haveria preocupação, nem brigas, um lugar onde a vida faria sentido…

Um lugar onde a luz será o nosso soneto, e a música irá nos contagiar..
Um lugar onde não existirá passado ou futuro, mas onde o tempo será para sempre o presente…

Um lugar onde o peso desaparece, o ruido escurece, e o mal desaparece…
Um lugar onde podemos te encontrar…
Um lugar onde iremos entender os conceitos da Ciência, da Morte e da Vida…

Um lugar onde filhos e filhas vão cantar…
Onde o sorriso perdido irá novamente aparecer e seus medos irão embora…

Um lugar onde a doçura da aurora cubra o céu…
E nasça raios de ouro e mel…

Um lugar onde você nunca estará sozinho
E a qual fará parte Dele…
Um lugar onde você irá sentir a cura e o descanso que sempre procurou…

Um lugar que permita você voltar a ser aquela criança inocente…
E se lembrar daquelas doces memórias que habita em seu peito
Um lugar onde lágrimas de ouro e prata brotem de seu rosto

Um lugar para se chamar de casa…
Um lugar para se chamar de lar…
Um lugar para se viver para sempre…

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O Shot

shot

Ela acordou atrasada como sempre. Tomou banho, um gole de suco, pegou a bolsa e foi para a faculdade. TCC é assim: mesmo que você não tenha obrigação de aparecer na faculdade é o melhor lugar para realmente se concentrar. Chato mesmo é só o caminho. Ela leva mais ou menos uma hora e meia para fazer o percurso. Onibus, trem, ônibus. Mas, em um desses veículos algo aconteceu naquele dia.

Um dos passageiros não era comum. Ele não ia a lugar nenhum. Magro e abatido entrou e começou a fazer seu pedido. Era quase uma prece por ajuda.

Era mais um soropostivo. Não tinha onde morar, por isso fez uma cabana em uma mata perto daquela avenida. Contava sua história de uma forma diferente. Ele parecia querer afeto. Carregava na mochila um pacote de “Pit Stop”, uma bolacha salgada que vem em pacotinhos, para que seu pedido não soasse como esmola. Não importa a quantia doada, ele seguia oferecendo um pacote de Pit Stop.

A maior parte das pessoas no ônibus ignorava. Parece que à medida que a vida passa a gente se preocupa menos com o outro. Foi exatamente isso que passou pela cabeça da universitária.

Ela sentiu um aperto e um grande pesar por não ter nenhuma quantia em dinheiro. Foi então que se lembrou de ter alguns chocolates do dia anterior na bolsa.

Pegou um Shot, chocolate ao leite com pedaços de amendoins, acenou para o moço e com um sorriso entregou.

No instante seguinte um sorriso meio sem dentes se abriu no rosto surrado pela vida:

– Nossa, Shot! Faz tanto tempo que eu não como um Shot! Não sei se vou conseguir mastigar os amendoins por causa dos dentes, mas muito obrigado! Você quer uma Pit Stop?

– Não, obrigada.

Foi isso. Apenas essas palavras foram trocadas pelos dois, mas foi o suficiente para fazer com que a garota passasse o resto do caminho e dos seus dias pensando sobre isso.

Quantos Shots ela já não tinha comido na vida. Quantos chocolates já não tinha comprado pelo simples fato de gostar de tê-los quando o desejo aparecesse.

Quantas pessoas como aquele homem não podiam fazer isso?

Nossa natureza humana caída responderá com naturalidade: muitas. E esse é o problema.

A pergunta é: quando foi que nos tornamos tão indiferentes? Que evangelho é esse que passa de largo por moços que não comem Shot há anos e vivem em uma cabana no meio do mato?

Vivendo pelo mundo ela percebeu que a indiferença é o mal da humanidade. O moço que chorava ajoelhado no chão gélido de Madrid querendo voltar para a terra natal recebia o mesmo tratamento do soropositivo do ônibus do Grande ABC de São Paulo.

A humanidade é desumana.

A estagiária não tem dinheiro para ajudar a todos que encontra pelo caminho. Na verdade, poucas pessoas no mundo têm. O que a fez pensar não foi isso.

Não se trata de ter dinheiro. É apenas questão de se IMPORTAR. Não nos importamos mais.

O que esse mundo tem feito conosco?

(Por Jaqueline Lima – Blog No Barquinho)

Sua palavra tem poder!

Mas eu vos digo que de toda a palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo.” Mateus 12:36

Ouvi uma vez: “As palavras que falamos são como penas sendo carregadas em um caminhão. Uma vez que foram espalhadas jamais se poderá juntá-las novamente. Uma vez uma palavra dita, jamais poderá ser cancelada”.

Uma vez emitido um comentário, jamais ele poderá ser desfeito. Poderá ser explicado, poderá ser elucidado, poderá ser desculpado, mas nunca apagado!

Cuidado com que você meu amado fala para seus amigos, pais, pastores… isso é muito sério!

Portanto, venho falar sobre o cuidado que precisamos ter com nosso modo de expressar nossas palavras. Elas têm muito poder, muito mais que a nossa possibilidade de visualizar isso!

Diversas vezes, movidos pelo ímpeto da velocidade que a juventude nos exige, pulamos algumas etapas na nossa comunicação principalmente falando em comunicação entre pais e filhos, que teoricamente deveria ser: pensar para depois falar. Na pressa, no ímpeto de querer não perder tempo nessa vida tão acelerada, falamos para depois pensar.

Se o objetivo deste texto é nos levar à reflexões, até aqui já teríamos com o que nos ocupar por horas pensando, certo?

E foi o que exercitei durante as últimas semanas: a observação das minhas palavras e a forma como elas precisam ser revisadas, pensadas e extremamente bem avaliadas para que o arrependimento não seja como um carrasco. E isso para uma pessoa tão agitada e ocupada como eu é algo extremamente difícil.

Porém, quero chamar a atenção para uma reflexão ainda maior: quando o nosso falar sem pensar envolve outras pessoas. Ou quando nos vemos “forçados” por nossas razões a não falar a verdade ou afirmar o que acreditamos ser a verdade, ou a nossa verdade.

Eu sei que não é fácil controlar, mais podemos sim fazer a diferença na vida das pessoas com nossas palavras!

Amemos o Cristo presente na figura do nosso irmão. Vejamos no outro o Cristo que nos pede obediência a essa verdade que nos salva.

Fiquem com Deus!

Flavio Hermsdorf